Para quem pensa cometer um suicídio sem dor, alertamos que o suicida não o fará sem dor, muita dor.

domingo, 15 de setembro de 2013

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez do dia 10 de setembro o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.

Da Federação Espírita Brasileira:

Vamos iniciar a semana com esta importante reflexão:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez do dia 10 de setembro o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.
Segundo a OMS:
- aproximadamente 1 milhão de pessoas morrem todo ano por suicídios;
- houve um crescimento de 60% nos últimos 45 anos;
- embora tradicionalmente o número de suicídios seja maior entre idosos, verifica-se o aumento da incidência de óbitos por esta causa entre os mais jovens.
Refletir sobre estes dados, é incentivar que possamos ter um olhar mais cuidadoso com o nosso próximo e, assim, nos temos a oportunidade de ser agentes de transformação do meio em que vivemos, olhando com carinho e compaixão aos nossos próximos.
Então, retiramos de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” esta prece para o nosso “Pensamento e Prece” da semana, dedicado ao suicidas:
"Meu Deus, nós bem sabemos qual seja a sorte reservada aos que violam as vossas leis, abreviando seus dias voluntariamente; mas também sabemos que a vossa misericórdia é infinita. Dignai-vos de derramá-la na alma dele. Possam as nossas preces, unidas à vossa comiseração, mitigar os sofrimentos que o martirizam, por não ter tido a coragem de esperar o fim de suas provas!
Bons Espíritos, cuja missão é assistir os infelizes, tomai-o sob a vossa proteção; inspirai-lhe pesar pela sua falta, e que a vossa assistência lhe dê ânimo para sofrer com resignação as novas provas que terá de suportar para reparação da sua fraqueza. Afastai dele os maus Espíritos quê possam de novo levá-lo ao mal e prolongar-lhe as penas, fazendo-lhe perder o fruto de suas futuras expiações.
Irmão, cuja desgraça constitui o objeto desta prece, possa a nossa comiseração aliviar-vos nas amarguras e fazer que em vós renasça a esperança de um futuro melhor. Esse futuro está em vossas mãos. Confiai na bondade de Deus, cujo amparo está sempre aberto a todos os arrependidos, só se conservando fechado aos corações endurecidos."

Uma epidemia silenciosa - Istoé


No Brasil, estima-se que 25 pessoas cometam suicídio por dia e a tendência é de crescimento entre jovens

por Mônica Tarantino
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Ocorrida na segunda-feira 9, a morte do músico Champignon (Luiz Carlos Leão Duarte Junior, 35), ex-baixista da banda Charlie Brown Jr, registrada pela polícia como suicídio, abriu espaço para o tema nas primeiras páginas dos jornais, no noticiário da tevê, nas redes sociais.

O interesse no caso de Champignon, entretanto, está muito aquém da mobilização e das providências urgentes que o tema suscita. Suicídio é um problema de saúde pública a ser encarado como tal.

No Brasil, estima-se que 25 pessoas cometam suicídio por dia. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a tendência é de crescimento dessas mortes entre os jovens, especialmente nos países em desenvolvimento. Nos últimos vinte anos, o suicídio cresceu 30% entre os brasileiros com idades de 15 a 29 anos, tornando-se a terceira principal causa de morte de pessoas em plena vida produtiva no País (acidentes e homicídios precedem). No mundo, cerca de um milhão de pessoas morrem anualmente por essa causa. A OMS estima que haverá 1,5 milhão de vidas perdidas por suicídio em 2020, representando 2,4% de todas as mortes.

Em muitos países, programas de prevenção do suicídio passaram a fazer parte das políticas de saúde pública. Na Inglaterra, o número de mortes por suicídio está caindo em consequência um amplo programa de tratamento de depressão. Ações semelhantes protegem vidas nos Estados Unidos. Um dos focos desses programas é diagnosticar precocemente doenças mentais. De acordo com uma recente revisão de 31 artigos científicos sobre suicídio, mais de 90% das pessoas que se mataram tinham algum transtorno mental como depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar e dependência de álcool ou outras drogas.

No Brasil, porém, persiste a falta de políticas públicas para prevenção do suicídio, com o agravo da passagem do tempo e do aumento populacional. Em 2006, o governo formou um grupo de estudos para traçar as diretrizes de um plano nacional de prevenção do suicídio, prometido para este ano. O que temos até então é um manual destinado a profissionais da saúde. O nome do documento é Prevenção do Suicídio - Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental.

Reduzir de suicídio é um desafio coletivo que precisa ser colocado em debate. “Nossa resposta não pode ser o silêncio. Nossas chances de chegar às pessoas que precisam de ajuda dependem da visibilidade", disse-me o psiquiatra Humberto Corrêa para um artigo sobre suicídio publicado pela corajosa revista Planeta (Suicídio aumenta no Brasil, mas isso poderia ser evitado, edição 421, Outubro de 2007). "Uma das nossas tarefas é convencer donas de casa, pais, educadores, jornalistas, publicitários, líderes comunitários e formadores de opinião de que o debate sobre o suicídio não é uma questão moral ou religiosa, mas um assunto de saúde pública e que pode ser prevenido. Aceitar essa ideia é o primeiro passo para poupar milhares de vidas", alertava o especialista.

Penso nos casos ocorridos no meu círculo de relações e de que nunca esqueci. No primeiro ano da escola de jornalismo, um colega de sala, Zé Luiz, se matou bebendo querosene. Tinha 18 anos, era inteligente, crítico, um tanto irônico. Há alguns anos, o filho adolescente de um amigo pulou pela janela, deixando-o perplexo por nunca ter visto qualquer sinal de que isso poderia acontecer. Também se matou, aos 20 anos, a filha de uma jornalista e socióloga com quem trabalhei. A história virou filme pelas mãos de sua irmã Petra Costa. Lançado em 2012, “Elena” é um mergulho profundo nas memórias, sentimentos e questionamentos, enfim, em toda complexidade e perpetuidade do suicídio de uma pessoa amada. Mais recentemente, me admiro com a coragem de uma amiga próxima em busca do equilíbrio após o suicídio inesperado do companheiro. Sim, prevenir o suicídio é um assunto que interessa. Danem-se os tabus.

Orientações úteis

Reproduzo abaixo trechos de entrevista em vídeo concedida pela psiquiatra Alexandrina Meleiro, especialista em suicídio, ao Canal da Psiquiatria, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Canal da Psiquiatria – O que um pai ou uma mãe devem fazer quando ouve o filho falar em suicídio?
Dra. Alexandrina Meleiro – Se o pai ou mãe já percebeu que o filho está falando em suicídio, significa que já notou alterações que começam a aparecer no comportamento do adolescente quando existe a ideia de suicídio. Pode estar entristecido, dependente de drogas, se sentindo abusado por colegas por bullying. Então é fundamental que pais e mães estejam atentos a mudanças de comportamento. Quando observar algo, sem preconceito nenhum, procure um psiquiatra. Ele dará o diagnóstico para saber se essa criança ou adolescente tem depressão, está com algum distúrbio a ser tratado e principalmente se há abuso de drogas, o que é importantíssimo no caso de suicídio.

Canal da Psiquiatria - Se uma pessoa fala em suicídio, deve-se evitar o assunto ou falar com ela sobre isso?
Dra. Alexandrina Meleiro – Isso é importante. Diz-se que falar em suicídio vai incentivar a prática. Não é verdade. As pessoas vão se sentir mais confortáveis ao poder falar e verbalizar o que estão pensando e não têm coragem de dividir com alguém. Ao dividir, elas vão se tranquilizar e muitas vezes não irão se mobilizar mais para esse ato tão pesado. A pessoa poderá partilhar o que sente e ser orientada por um psiquiatra.

Canal de Psiquiatria – O suicídio é uma urgência médica?
Dra. Alexandrina Meleiro – Sim. Todos os médicos, de qualquer especialidade, devem estar alertas e saber como encaminhar o caso. Todos podem estar diante de jovens e idosos com risco de suicídio.


COMO SE INFORMAR
- Associação Brasileira de Psiquiatra
- Livros
Suicídio, uma morte evitável, de Humberto Corrêa (Ed. Atheneu)
O Suicídio e sua Prevenção, de José Manoel Bertolote (Ed. UNESP)
- 3º Seminário do Projeto UERJ Pela Vida
Acontecerá no dia 24 de outubro de 2013, no Rio de Janeiro, promovido pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Irá abordar o suicídio além da perspectiva individual, estabelecendo sua dimensão coletiva e discutindo o comprometimento dos diversos segmentos sociais com a questão. Informações: uerjpelavida2011@gmail.com. Inscrições gratuitas

terça-feira, 6 de agosto de 2013

SUICÍDIO DIGA SIM À VIDA!!! - Do SOS Depressão

SUICÍDIO - DIGA SIM À VIDA!!!

Causas freqüentes do suicídio
Quadro geral da situação dos desertores da vida, no plano espiritual
Conseqüências em futuras reencarnações
Primeiras Impressões dos que "morrem" por suicídio


Textos extraídos das obras espíritas"O Pensamento de Emmanuel", autoria de Martins Peralva, 2ª ed. FEB, e "O Consolador" da autoria espiritual de Emmanuel e psicografado por Francisco Cândido Xavier.


Difícil seria abranger, no simples capítulo de um livro, problema tão angustioso e sombrio, que se tem agravado, ultimamente, nas comunidades terrestres, elevando as estatísticas mundiais.

Que poderá levar o homem a recorrer ao gesto extremo?

Eis a pergunta, inquietante, que a mente humana formula, em todos os continentes, em face da incidência de suicídios em milhares e milhares de lares do mundo - em lares humildes, em lares de mediana condição, em palácios suntuosos!...

Anotaríamos, em tese, as principais motivações, crendo, no entanto, que outros estudiosos do assunto possam aduzir novas razões, às quais acrescentaríamos, evidentemente, as por nós relacionadas:

- Falta de fé;
- Orgulho ferido;
- Esgotamento nervoso;
- Loucura;
- Tédio da vida;
- Moléstias consideradas incuráveis;
- Indução de terceiros, encarnados ou desencarnados.
Acreditamos, firmemente, que a falta de fé responde pela quase totalidade dos suicídios.
A fé é alimento espiritual que, fortalecendo a alma, põe-na em condições de suportar os embates da existência, de modo a superá-los convenientemente.

A fé é mãe extremosa da prece.

E quem ora com fé tem o entendimento aclarado e o coração fortalecido, eis que, segundo Emmanuel, quando a dor nos "entenebrece os horizontes da alma", subtraindo-nos "a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável", induzindo-nos ao desânimo e insuflando-nos o desespero; todavia, SE ACENDEMOS NO CORAÇÃO "LEVE FLAMA DA PRECE, FIOS IMPONDERÁVEIS DE CONFIANÇA" ligam-nos o ser a Deus.

Analisando as demais causas, observamos que todas elas tiveram por germe, aqui e alhures, na Terra ou noutros mundos, nesta ou em encarnações pretéritas, a ausência da fé.

O orgulho ferido é, também, falta de fé, porque a fé conduz à humildade profunda, e esta é inimiga do orgulho.

É o seu melhor, o seu mais poderoso antídoto.

O orgulho ferido pode levar o homem a sérios desastres que se perpetuarão, durante séculos, em seu carma.

O esgotamento nervoso, que poderia ser evitado, no seu começo, se movimentados pudessem ter sido os recursos da "oração, filha da fé", pode conduzir o ser humano, nessa altura já fortemente assediado por forças obsessoras, ao extremo gesto.

A loucura, por sua vez, responde por elevado número de deserções do mundo.

E o chamado "tédio da vida"?

Quantas cartas foram deixadas por suicidas referindo-se ao "cansaço da vida" e implicações correlatas?

Por quê? AUSÊNCIA DE FÉ, evidentemente da fé que reside e brota dos escaninhos mais sagrados e mais profundos da alma eterna.

Sim, há muita fé que existe, apenas, nos lábios.

A fé iluminada pela razão, que é a fé espírita, capaz de encarar o raciocínio "face a face, em todas as épocas da humanidade", suporta e vence, resiste e transpõe os mais sérios obstáculos, inclusive os relacionados com uma existência dolorosa, sob o aspecto moral ou físico, fértil em aflitivos problemas.

Quem tem fé não deserta da vida, pois sabe que os recursos divinos, de socorro à humanidade, são inesgotáveis.

Não esvaziam os mananciais da misericórdia de Deus!

Ante moléstia considerada incurável, procura o enfermo, algumas vezes, no suicídio, a solução do seu problema.

Infeliz engano, pois a ninguém é lícito conhecer até onde chegam os recursos curadores da Espiritualidade Superior, que é a representação da Magnanimidade Divina.

Quantas vezes amigos de Mais Alto intervém, prodigiosamente, quando a Medicina, desalentada, já ensarilhara a armas, por esgotamento dos próprios recursos?!...

Há outro tipo de suicídio, aquele que resulta da indução, sutil ou ostensiva, de terceiros, encarnados ou desencarnados, especial e mais numerosamente dos desencarnados, não sendo demais afirmar, por efeito de observação, que a quase totalidade dos auto-extermínios foi estimulada por entidades perversas, inimigas ferrenhas do passado, que, ligando-se ao campo mental de quantos idealizam, em momento infeliz, o suicídio, corporificam-lhe, na hora adequada, a sinistra idéia.

Julgamos ter analisado, com razoável acervo de exemplos, as causas mais freqüentes do suicídio.


Estudemos, agora, o quadro geral da situação dos trânsfugas da vida, após a morte.

A ilusão do suicida é de que, com a extinção do corpo, cessam problemas e dores, mas a palavra de André Luiz, revestida da melhor essência doutrinária, informa que sai ele do sofrimento, PARA ENTRAR NA TORTURA...

Relatos de antigos suicidas e obras especializadas, de origem mediúnica, falam-nos, inclusive, de vales sinistros, onde se congregam, em tétricas sociedades, os que sucumbiram no auto-extermínio.

Nessas regiões, indescritíveis na linguagem humana, os quadros são terríveis.

Visão constante das cenas do suicídio, seu e de outrem.

Recordação, aflitiva, dos familiares, do lar distante, dolorosamente perdidos na insânia.

Saudade da vida - vida que o próprio suicida não soube valorizar, por lhe haver faltado um mais de confiança na ajuda de Deus, que tem sempre o momento adequado para chegar...

Outras vezes, solidão, trevas, pesadelos horrendos, com a sensação, da parte do infeliz, de que se encontra "num deserto, onde os gritos e gemidos têm ressonâncias tétricas".

Os mais variados efeitos psicológicos e as mais diversas repercussões morais tornam a presença do suicida, no mundo espiritual, um autêntico inferno, onde estagiará não sabemos quanto tempo, tudo dependendo de uma série de fatores que não temos condições para aprofundar, eis que inerentes à própria Lei de Justiça.

Ataques de entidades cruéis.

Acusações e blasfêmias.

Sevícias e sinistras gargalhadas povoam a longa noite dos que não tiveram coragem para enfrentar o tédio, a calúnia, o desamor, a desventura...

Se pudessem os homens levantar uma nesga da Vida Espiritual e olhar, à distância, as cenas de torturante sofrimento a que são submetidos os suicidas, diminuiriam, por certo, as estatísticas, mesmo nos mais conturbados e infelizes continentes.

O Espiritismo, descortinando tais horizontes, dizendo aos homens que a vida é patrimônio de Deus, que lhes não cabe destruir, cumprirá na Terra sua augusta missão de acabar com os suicídios.


E agora, afinal, apreciemos as conseqüências com vistas às futuras existências.

Se a tortura do Espírito, após o suicídio, é horrível, seu retorno ao mundo terreno, pela reencarnação, far-se-á na base das mais duras penas.

Reencarnações frustradas, isto é, que se interromperão quando maior for o desejo de viver, o "anseio de vida"- vida que ele não teve fé suficiente para valorizar.

No capítulo das enfermidades impiedosas, preferível darmos a palavra a Emmanuel, que, em notável estudo, sintetizou todas as conseqüências:

"Os que se enveneneram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endócrinas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo; os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem processo mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos cistos pulmonares; os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil; os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo, e os que se atiraram de grande altura reaparecem portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.

Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as distonias orgânicas derivadas, que correspondem a diversas calamidades congênitas, inclusive a mutilação e o câncer, a surdez e a mudez, a cegueira e a loucura, a representarem terapêutica providencial na cura da alma."

O suicídio, longe de ser a porta da salvação, é o sombrio pórtico de inimagináveis torturas.

Que nenhum ser humano, em lendo estas considerações doutrinárias, homem ou mulher, consinta a permanência em sua mente, UM INSTANTE SEQUER, da sinistra idéia de exterminar a própria vida, a fim de evitar que, sob o estímulo e a indução de adversários cruéis, venha a cometer a mais grave das infrações às leis divinas.

Este o apelo que o Espiritismo, por seus humildes expositores, faz descer sobre os corações sofredores.


Quais as primeiras impressões dos que desencarnam por suicídio?

A primeira decepção que os aguarda é a realidade da vida que se não extingue com as transições da morte do corpo fisíco, vida essa agravada por tormentos pavorosos , em virtude de sua decisão tocada de suprema rebeldia.

Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre , em seu corpo somático, indefinidamente. Anos a fio , sentem as impressões terríveis do tóxico que lhes aniquilou as energias , a perfuração do cérebro pelo corpo estranho partido da arma usada no gesto supremo, o peso das rodas pesadas sob as quais se atiraram na ânsia de desertar da vida, a passagem pelas águas silenciosas e tristes sobre os seus despojos, onde procuraram o olvido criminoso de suas tarefas no mundo e , comumente, a pior emoção do suicida é a de acompanhar , minuto a minuto , o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra , verminado e apodrecido.
De todos os desvios da vida humana o suicídio é , talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus , cuja justiça nunca se fez sentir , junto aos homens , sem a luz da misericórdia.


domingo, 21 de julho de 2013

Opção pela vida


Nos atuais dias turbulentos aumentam, assustadora e consideravelmente, os números dos indivíduos que se negam a viver, a enfrentar os desafios e as dificuldades, fugindo por meio da ingestão de drogas alucinógenas, do álcool, dos excessos desvigorantes, ao prosseguimento da existência corporal.
Ao lado desses programas de autodestruição, surgem os casos dos suicídios psicológicos, nos quais as suas vítimas se enredam nas teias da depressão, da paranóia, da psicose, da esquizofrenia, sem valor moral para enfrentar os problemas e dificuldades
que fazem parte da vida.
O suicídio é o ato sumamente covarde de quem opta por fugir, despertando em realidade mais vigorosa, sem outra alternativa de escapar.
A vida não se consome na morte física e o fenômeno biológico não é a expressão real do ser.
Como conseqüência, o ex-suicida reencarnado sempre traz as matizes do crime perpetrado, sofrendo continua tentação de repetir o delito, quando defrontado por dificuldades de qualquer natureza.
É cômodo e trágico fugir psicologicamente da vida, jamais o conseguirão realmente.
Por outro lado, aparecem indivíduos que se aferram aos objetivos que se lhe representam como vida: amar apaixonadamente alguém, cuidar de outrem, dedicar-se a um labor, a uma tarefa artística ou não, a um ideal ou à abnegação, e que, concluída a motivação, negam-se a viver, matando-se emocionalmente e sucumbindo depois...

"Quem se considera livre para morrer, assume um compromisso com
a liberdade para viver".

Joanna de Ângelis

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Suicídio na adolescência

“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem doutrina,tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” – Paulo. (I Coríntios, 14:26.) A adolescência é concebida em nosso meio social a partir de inúmeros estereótipos, talvez mobilizados por crenças que a consideram como uma fase do esenvolvimento pautada por crises existenciais,conflitos entre gerações, maturação da personalidade, alterações hormonais entre outras, que culminam com o rótulo de “aborrecência”.


Lamentavelmente, essa concepção pejorativa abate a autoestima do adolescente, induzindo-o a assumir esta condição personológica, bem como seus familiares e a sociedade como um todo. A consequência dessa rotulação é a ocultação de sinais importantes referentes à saúde psíquica, emocional e espiritual do jovem. A prevalência de transtornos psiquiátricos na adolescência é de 10 a 15 %. As principais demandas nas clínicas psiquiátricas referem-se a alterações comportamentais sem diagnóstico, depressão e comportamento suicida.1


Segundo a Organização Mundial de Saúde,2 os comportamentos suicidas entre adolescentes (e também entre crianças) são motivados por inúmeras situações, tais como: humor depressivo, desequilíbrio emocional, comportamental e social, abuso de substâncias tóxicas, término de relações amorosas, dificuldades acadêmicas, questões associadas à incapacidade para lidar com frustrações e resolução de problemas, baixa autoestima e conflitos com a identidade sexual. (Ver quadro na página 20.) Além desses fatores, a Doutrina Espírita também nos informa que obsessões graves podem culminar com o suicídio: [...] a obsessão arrasta um complexo tormentoso, difícil de ser superado [...].

E como o obsidiado envolveu-se nessa faixa criminosa, sem procurar dela afastar-se, renovando-se para o amor de Deus e o progresso de si mesmo, torna-se joguete do malefício próprio e alheio e tudo então pode acontecer, até mesmo o suicídio,suprema desgraça de um obsidiado, suprema desgraça para um obsessor, cuja responsabilidade é grave perante as leis de Deus.3 A gravidade de tal questão convoca-nos a um olhar atento e fraterno dirigido aos nossos jovens, munidos com o Evangelho e também com as contribuições das ciências da Terra, igualmente benesses do Alto, como a Psicologia e a Psiquiatria. Dessa forma, arrolamos algumas intervenções que visam ajudar adolescentes com ideação ou intencionalidade suicida: Psicoterapia: o acompanhamento psicológico, orientado por um profissional sério e competente, é um importante mecanismo para auxiliar o adolescente em crise suicida. Neste contexto, o profissional de Psicologia receberá o jovem em um espaço protegido de escuta, acolhimento e orientação para uma vida saudável. Acompanhamento familiar: é imprescindível que a família esteja consciente do estado de saúde mental e espiritual do adolescente em crise suicida. Pais, irmãos e parentes devem impedir o acesso aos meios para cometer o suicídio (medicações, substânciastóxicas, instrumentos cortantes, cordas etc.).

Além disso, cabe aos familiares do jovem a realização semanal do culto no lar,momento propício para reflexão sobre a consolação espírita e, também, uma oportunidade para a conversa fraterna, pautada no amor, atenção e paciência diante do sofrimento vivido pelo jovem. Psiquiatria: não obstante os preconceitos em torno da medicação psiquiátrica, esta é um meio fundamental para o restabelecimento psíquico de pessoas em crise emocional. O quadro depressivo e de ideação suicida vivenciado pelo jovem alteram o funcionamento neuroquímico, sendo necessária a intervenção do psiquiatra. Responsabilização sobre a própria condição emocional: apesar do abatimento emocional do jovem, é importante que ele assuma a responsabilidade pelo próprio soerguimento.

Conquanto seja uma atitude difícil no auge da crise suicida, cabe à rede social do jovem (família, psicólogo, psiquiatra, amigos) motivá-lo ao autocuidado, para que não considere ser somente cuidado, mas também ator pela manutenção da própria saúde. Frequência na Casa Espírita: o Centro Espírita, como hospital das almas, oferece excelentes contribuições para o restabelecimento da saúde integral dos nossos adolescentes. Considerando que o adolescente já esteja cônscio de sua responsabilidade pelo próprio tratamento, é fundamental que ele frequente, assiduamente, as atividades de evangelização espírita,que geram, de início, duas consequências positivas: a inserção em um novo grupo de amizades e,depois, o estudo e reflexão das páginas doutrinárias que propiciarão uma higienização mental, destruindo ligações fluídicas perniciosas que acometem o funcionamento psíquico do jovem. Evangelização Espírita: a compreensão dos princípios espíritas,com base numa fé raciocinada,promove a consolação do jovem em crise e, consequentemente, previne o suicídio, conforme explana Allan Kardec: [...]

O Espiritismo dá a ver as coisas de tão alto, que, perdendo a vida terrena três quartas partes da sua importância,o homem não se aflige tanto com as tribulações que a acompanham.Daí, mais coragem nas aflições, mais moderação nos desejos. Daí, também, o banimento da ideia de abreviar os dias da existência, por isso que a ciência espírita ensina que, pelo suicídio, sempre se perde o que se queria ganhar. A certeza de um futuro, que temos a faculdade de tornar feliz, a possibilidade de estabelecermos relações com os entes que nos são caros, oferecem ao espírita suprema consolação.[...]4 Mocidade Espírita: vale destacar a importância do acompanhamento afetivo dos evangelizadores da mocidade espírita com o jovem que esteja vivenciando este processo de adoecimento psíquico. Nesse sentido, além da dedicação às aulas sobre Espiritismo,é fundamental prestar atenção na vida desse jovem, promovendo acompanhamento individualizado e fraterno compartilhando com o jovem seu dia a dia, dificuldades, desafios etc.

Desobsessão: outro importante auxiliar é o tratamento desobsessivo,associado à terapia de passes e água fluidificada que, juntos,promovem o reequilíbrio psíquico,emocional e espiritual do adolescente.Este suporte espiritual precisa, necessariamente, do comprometimento do jovem, que deve se dedicar à oração diária, a leituras edificantes e à vigilância dos pensamentos. Embora seja uma triste realidade que acomete milhares de jovens em todo o mundo, é importante estarmos atentos à orientação do Apóstolo dos gentios, considerando que temos a nosso favor a consolação espírita, as ciências da Terra, a razão e o amor para protegê-los. Façamos, pois, de tudo pela edificação da juventude. SINAIS QUE INDICAM RISCO DE COMPORTAMENTO SUICIDA 1. Comportamento retraído, inabilidade para se relacionar com a família e amigos, pouca rede social; 2.

Doença psiquiátrica; 3. Alcoolismo; 4. Ansiedade ou pânico; 5. Mudança na personalidade, irritabilidade, pessimismo, depressão ou apatia; 6. Mudança no hábito alimentar e de sono; 7. Tentativa de suicídio anterior; 8. Odiar-se, sentimento de culpa, de se sentir sem valor ou com vergonha; 9. Perda recente e significativa – morte, divórcio, separação etc.; 10. História familiar de suicídio. Adaptado do Manual de prevenção de suicídio do Ministério da Saúde.5 Referências: 1SCIVOLETTO, Sandra; BOARATI, Miguel A.;TURKIEWICZ, Gizela (2010). Emergências psiquiátricas na infância e na adolescência. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 32,supl. II, out. 2010. 2ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Prevenção do suicídio – um recurso para conselheiros.Genebra: OMS, 2006. 3PEREIRA, Yvonne A. O drama da Bretanha. Pelo Espírito Charles. 10. ed. 5. reimp.Rio de Janeiro: FEB, 2011. cap. Marcus de Villiers, p. 79. 4KARDEC, Allan. O livro dos espíritos.Trad. Guillon Ribeiro. 92. ed. 2. reimp. Rio Janeiro: FEB, 2012. Conclusão, it. 7. 5BRASIL. Prevenção do Suicídio – Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde, 200

Leila do Amaral
http://www.sistemas.febnet.org.br/reformadoronline/pagina/?id=367

terça-feira, 2 de julho de 2013

Porque as pessoas tentam o suicídio

As pessoas tentam o suicídio porque não podem suportar a sua dor psicológica e duvidam que alguma vez irão ficar melhor, sugere uma nova pesquisa.

Embora isso possa parecer intuitivo, os novos resultados, publicados este mês na revista Suicide and Life-Threatening Behavior [veja aqui], contradiz outras hipóteses de que as tentativas de suicídio são impulsivas ou um "grito de socorro".

"As nossas descobertas realmente convergiram em duas motivações que se aplicam a todos os que estavam no nosso estudo: a dor psicológica insuportável e o desespero de que as coisas não melhoram", disse o co-autor David E. Klonsky, psicólogo da Universidade de British Columbia, no Canadá.

As descobertas podem ter implicações para os médicos que tentam identificar quais pacientes correm maior risco de suicídio, disse Klonsky. Pesquisas anteriores já haviam descoberto que a demografia ou a genética podem desempenhar um papel importante no risco de suicídio.

Por exemplo, uma pesquisa mostrou que as crianças com autismo têm um maior risco de suicídio. A depressão também está ligado ao suicídio. Mas tais generalizações não fornecem orientações úteis para os médicos identificarem os pacientes que estão em maior risco.

Para isso, os pesquisadores devem primeiro obter uma melhor compreensão do que leva as pessoas às tentativa de suicídio. Assim, os pesquisadores desenvolveram um questionário para entender as motivações suicidas, e, em seguida, deram-no a 120 pessoas que tentaram suicídio nos últimos três anos.

Metade das pessoas veio da população em geral e tinham uma idade média de 38 anos, enquanto a outra metade era composta por alunos de graduação com uma média de idade de 21 anos. A maioria tinha tentado o suicídio entre uma e três vezes, mas pelo menos um paciente tinha feito 15 tentativas.

A esmagadora maioria das pessoas disseram que tentaram o suicídio por causa de sofrimento psicológico insuportável e porque estavam sem esperança de que iriam melhorar. A maioria também estava a pensar em suicídio há muitos anos.

Ao contrário das teorias anteriores, eles não mostraram mais impulsividade do que a população em geral, e não estavam propensos a dizer que a tentativa foi um grito de socorro. Os resultados sugerem que medidas como colocar redes debaixo das pontes pode prevenir o suicídio porque eles não frustrar uma tentativa impulsiva de suicídio.

Em vez disso, tais impedimentos previnem o suicídio por alguns minutos, horas ou dias - tempo suficiente para que os estados mentais das pessoas melhorem e até possam suportar a dor um pouco mais e, possivelmente, obtenham ajuda, afirmou Klonsky.

No entanto, pode haver mais fatores a distinguir aqueles que pensam em suicídio e aqueles que tentam fazê-lo. Outra pesquisa mostrou que as pessoas que sofrem de depressão que não tentam o suicídio podem ser tão infelizes e sem esperança, mas têm mais medo da ideia de que aqueles que fazem as tentativas.

"Tudo sobre a nossa biologia é para evitar a dor, evitar lesões, evitar a morte", afirmou Klonsky citado pelo LiveScience. Mas as pessoas que tentam o suicídio têm menos medo da dor e da morte. As pessoas que têm uma história de auto-mutilação, por exemplo, podem ter menos medo de tentar o suicídio do que aqueles que não o fazem.

Outra pesquisa mostrou que a habituação à ideia - que passa simplesmente por pensar muitas vezes sobre ela ou, por exemplo, andar numa ponte elevada enquanto considera o suicídio - também pode tornar as pessoas mais propensas a realizar uma tentativa. O novo estudo também fornece uma ferramenta para encontrar as pessoas em risco por causa de sofrimento psicológico, desespero e falta de medo da dor ou morte.

"Nós também achamos que um senso de conexão com os outros - a família, a comunidade, os amigos - é um importante fator de proteção que mantém as pessoas ligadas à vida e a querer viver, mesmo se estiverem em desespero ou dor", concluiu Klonsky.

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