Para quem pensa cometer um suicídio sem dor, alertamos que o suicida não o fará sem dor, muita dor.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Suicídio


Lamentável equívoco que precipita muitos Espíritos ao sofrimento e grande decepção pela fuga do viver;
Quando acordam do ato insano e desesperado que cometeram choram, desiludidos por terem perdido a oportunidade de vencerem desafios que foram superestimados;
Relembram as imagens dos últimos momentos que antecederam seu ato, arrependidos da ação lesiva a sua integridade física, psicológica e espiritual;
Sofrem duplamente por também fazerem sofrer quem ficou, que se sentem impotentes e, muitas vezes, também com culpa;
Graças a Misericórdia Divina, são recebidos em instituições especializadas para tratamento adequado ao futuro reencarne;
Por longos períodos, aguardam nova oportunidade de retorno a um novo corpo fisico, trazendo as sequelas de seu desatino;
Anseiam por alguém que os recebam como mãe e que os impulsionem a não mais fugirem de seus processos existenciais;
Muitos, pela fragilidade psicológica em que se encontram, sintonizam com mentes desencarnadas que os infernizam para cometerem o delito contra si mesmo;
Se tivessem buscado ajuda psicológica e espiritual provavelmente teriam dado continuidade a vida enfrentando suas mazelas;
A falta de consciência de sua imortalidade, a incredulidade quanto a vida espiritual, a falta de amor próprio e a ausência de fé em Deus são os principais fatores para que  o ser humano se precipite pelas portas do suicídio.
Quando amam alguém, além de amarem a si mesmos, conseguem frear impulsos danosos para interromper sua encarnação;
A solução está na resiliência, no amor e na espiritualidade que se coloca na própria vida.

 por Adenáuer Novaes

domingo, 26 de abril de 2015

Chico Xavier, conheceu amigos suicidas

Pergunta – Na sua vida mediúnica, Chico Xavier, conheceu amigos suicidas reencarnados?

Resposta – Alguns. Tendo começado a tarefa mediúnica em 1927, há quase 41 anos, tive tempo suficiente para observar alguns casos e posso dizer que todos aqueles que vi reencarnados, depois do atentado contra eles mesmos, traziam consigo os sinais, os reflexos da leviandade que haviam perpetrado.
Contudo, devemos respeitar os suicidas como criaturas extremamente sofredoras que, muitas vezes, perderam o controle das próprias emoções, raiando para o desrespeito a si próprios.
Os resultados do suicídio acabam sempre impressos naqueles que o perpetram; desse modo, a dois companheiros que se suicidaram com bala no ouvido – e que revi, no espaço, depois de 10 anos – vi-os reencarnados na condição de crianças retardadas num estado de extrema idiotia.
Outro companheiro que se suicidou, com o veneno, renasceu como uma criança que trazia já o câncer na garganta, tendo desencarnado pouco tempo depois.
Os espíritos me explicaram que muitas vezes, o suicida, em se reencarnando como que destrói os tecidos do novo corpo; a desencarnação, ou a morte propriamente considerada, ocorre logo depois do nascimento ou algum tempo depois. Ai; então, o espírito estará em condições de aprender quanto vale a vida; deseja viver, mas não consegue, conseguindo, enfim, depois de grande esforço.
Pergunta – Aproveitando a oportunidade de seu profundo conhecimento da matéria, nós perguntamos: os espíritos acham que os sofrimentos dos suicidas decorrem de um castigo de Deus?
Resposta – Não. Não decorrem de um castigo de Deus, porque Deus é a Misericórdia Infinita, a Justiça Perfeita.
Emmanuel sempre me explica e outros amigos espirituais, lecionando sobre o assunto também explicam, que, quando atentamos contra o nosso corpo, na Terra, ferimos as estruturas do nosso corpo espiritual. Infringimos a nós mesmos essas punições.
Se malbaratamos o crânio com um tiro, estamos destruindo determinados recursos do nosso cérebro espiritual; se nos envenenamos, perturbamos determinados centros de nossa alma; se nos projetamos de grande altura, estamos, também, perturbando os ligamentos, as estruturas, as conexões de nosso corpo espiritual e permanecemos no além com os resultados do suicídio para depois, ao reencarnarmos na Terra, trazermos as consequências em nosso próprio corpo.
-Chico Xavier/Emmanuel – do livro “Entrevistas”

terça-feira, 24 de março de 2015

O suicídio não resolve...

O suicídio não resolve... - José de Paiva Netto

Matar-se abala, por largo tempo, a existência do Espírito, pois ofende a Lei Divina, que é Amor, mas também Justiça.


Ensinava Alziro Zarur (1914-1979):

— O suicídio não resolve as angústias de ninguém.

Estava com a razão o autor de Poemas da Era Atômica.

Matar-se abala, por largo tempo, a existência do Espírito, pois ofende a Lei Divina, que é Amor, mas também Justiça.

Quando a dor apertar, por favor, lembre-se desta página de André Luiz, na psicografia do venerando Francisco Cândido Xavier (1910-2002):

Mais um pouco*1

“Quando estiveres beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio te poupará enormes desgostos.

“Quando fores tentado a colaborar na maledicência, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência te livrará de muitas complicações.

“Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-te-á gloriosa bênção de luz.

“Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o bom entendimento mais um pouco e não sofrerás o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.

“Quando a lição oferecer dificuldade  tua mente, compelindo-te desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será divina resposta tua expectativa.

“Quando a ideia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-te-á coroa santificante.

“Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao teu campo de ação.

“Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue ajudando a todos, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.

“Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco de paciência, amor, renunciação e Boa Vontade, a favor de teu próprio bem-estar.

“O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco”.

O Salmo 31:24 da Bíblia Sagrada adverte fraternalmente:

– Tende coragem, e Ele fortalecerá o coração de todos vós que esperais no Senhor.

O Rabino Henry Sobel pondera:

– Não somos donos da Vida, mas apenas os guardiões dela.

Honremos, pois, o extraordinário dom que Deus nos concedeu, que é a Vida, e Ele sempre virá em nosso socorro pelos mais inimagináveis e eficientes processos.

Substancial é que saibamos humildemente entender os Seus recados e os apliquemos com a Boa Vontade e a eficácia que Ele espera de nós.

A permanente sintonia com o Poder Divino só nos pode adestrar o Espírito, para que tenha condições de sobreviver dor, mesmo que em plena conflagração dos destemperos humanos.

Do livro Billy Graham responde, emerge esta elucidação do respeitado pastor norte-americano:

— A vida nos foi concedida por Deus e só Ele tem o direito de tirá-la. Além disso, até mesmo no meio das circunstâncias mais difíceis, Deus está conosco. (...) Devo enfatizar o fato de o suicídio ser um erro, não fazendo parte do plano de Deus.

Na Quarta Surata do Alcorão Sagrado, encontramos este conforto numa admoestação do Profeta Muhammad:

29. Ó crentes, não defraudeis reciprocamente os vossos bens por vaidade, realizai comércio de mútuo consentimento e não pratiqueis suicídio, porque Deus é misericordioso para convosco.

Santa Teresa d’Ávila (1515-1582), a grande mística da Espanha, incentiva-nos perseverança:

— Que nada te perturbe, nada te amedronte.

Tudo passa. Só Deus nunca muda.

A paciência tudo alcança. A quem tem Deus, nada falta.

Só Deus basta.

A continuação da existência após a morte jamais poderá ser justificativa para o suicídio. Todos continuamos vivos.

Acertadamente escreveu Napoleão Bonaparte (1769-1821), quando lamentou essa inditosa escolha, que infelicita o Espírito de quem se deixa seduzir por ela, porque a chegada ao Outro Mundo daquele que destrói o seu próprio corpo é um grande tormento, porquanto não há morte após a morte:

— Tão corajoso é aquele que sofre valentemente as dores da Alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se dor sem resistir, matar-se e eximir-se mesma dor é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido.

(Apesar de Napoleão I ter pensado em suicídio durante sua atribulada carreira militar e política, não o praticou. Daí a importância do seu pensamento).

Finalmente, confiantes, sigamos o caminho apontado pelo Senhor no livro Deuteronômio, 30:19:

— Como podes ver, coloquei hoje diante de ti a Vida e o Bem, a morte e o mal... portanto, escolhe a Vida, para que vivas tu e a tua semente.

Meus Amigos e Irmãos em Humanidade, a grande fortuna é sabermos que Viver é melhor!

*¹ “Mais um pouco” – Antologia da Boa Vontade, 1955.

Autor: Assessoria
Fonte: O Nortão