Para quem pensa cometer um suicídio sem dor, alertamos que o suicida não o fará sem dor, muita dor.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
E a morte por suicídio?
Doloroso equívoco cometem aqueles cuja decisão final é o apelo ao suicídio, como medida extrema para solucionarem problemas aflitivos, psicológicos, emocionais, conscienciais e existenciais.
A maior surpresa é a de que a vida não se extingue com a morte do corpo físico.
Doloroso e grave engano, porque o suicida se vê muitas vezes jungido aos despojos cadavéricos, por tempo indeterminado, através dos laços bioenergéticos que ligam o perispírito ao respectivo corpo físico em decomposição.
As sensações e emoções experimentadas pelo suicida variam de caso para caso.
Há, entretanto, algo em comum, ou seja, a constatação de que a vida consciencial é indestrutível e que ninguém burla suas leis sem assumir pesados compromissos cármicos a impor a indispensável reparação compulsória, por ter rompido, prematuramente, os elos de ligação psicobiofísica que permitiram a manutenção da vida no plano físico por uma cota de tempo compatível com as necessidades específicas de auto-realização espiritual de cada um, através do cumprimento de um plano de realizações existenciais educativo, visando à plena harmonização consciencial com as leis da vida, e na execução de projetos específicos de aprendizagens provacionais, sacrificiais, missionárias ou de resgate inadiáveis, tendo em vista a necessidade moral de construir a própria redenção.
Os relatos mediúnicos contendo informações sobre a situação do suicida após o ato cometido são unanimes em afirmar o estado de dolorosa penúria do espírito, o qual se vê num processo psicodinamico e bioenergético de recapitulação compulsiva das ações desencadeadas em decorrência do suicídio, gerando um profundo sentimento de remorso, dor e sofrimento inomináveis.
Este estado de verdadeira psicose alucinatória assume características dantescas, dramáticas e traumáticas, e na maioria dos casos o suicida sente-se mais vivo e sensível aos embates da decomposição cadavérica do próprio corpo físico.
Ora se vê no local onde o ato se consumou, ora se vê autopsiado e ao mesmo tempo preso ao túmulo, onde jazem os restos mortais sepultados.
Neste verdadeiro inferno consciencial se debate por tempo indeterminado, podendo durar dias a fio, meses ou anos até que, pela dor e sofrimento, possa despertar mais lúcido para compreender melhor o equívoco cometido. Para tanto, o remorso e o arrependimento são etapas inerentes ao despertar consciencial, seguidas de uma necessidade moral profunda de se redimir perante a própria consciência e às Leis de Deus.
Durante todo este tempo não fica abandonado pela misericordiosa assistência espiritual dos espíritos socorristas e familiares em condições de ajudar, bem como de amigos e protetores, que, amorosamente, prestam o socorro necessário, sem entretanto violar o código ético da vida.
Após esta fase crucial, à medida que for apresentando sinais de melhor receptividade e lucidez, é submetido a um complexo tratamento magnético-espiritual específico, em clinicas altamente especializadas, encarregadas de dar atendimento psicoterápico e sonoterápico, objetivando a plena recuperação do suicida.
Geralmente, a morte por suicídio produz marcas profundas no perispírito, e elas poderão determinar lesões nos respectivos centros vitais e demais órgãos perispíriticos, que irão repercutir na embriogênese e organogênese de um novo corpo físico em uma próxima e futura reencarnação.
Em conseqüência, nas futuras reencarnações o suicida poderá apresentar malformações congênitas ou doenças hereditárias irreversíveis, na maioria dos casos, renascendo em situações de excepcionalidade, exigindo muito amor e dedicação dos pais e familiares, médicos e enfermeiros, e tratamento em clínicas especializadas.
Não se deve, nestes casos, pensar em castigos ou punições divinas, mas tão-somente no cumprimento da Lei do Carma genético.
Através destas limitações morfogenéticas a curto, médio ou longo prazo, o suicida de ontem renasce em um novo corpo físico, com disfunções congênitas reversíveis ou irreversíveis, como decorrência natural das lesões registradas na memória genética perispíritica que servirão de matrizes indutoras a influenciar negativamente durante a gestação, na organogênese e morfogênese, do novo corpo físico, determinando malformações congênitas ou doenças hereditárias, correspondentes às lesões perispíriticas causadas por traumatismos, em decorrência do suicídio cometido em vidas anteriores.
A título de esclarecimento, há também casos de suicídio indireto, no qual a pessoa não tem a deliberação plena de cometer o suicídio propriamente dito, mas, pelo tipo de vida que leva, sem maiores compromissos com a saúde física e mental, expondo-se a situações de risco por imprudência, ou praticando excessos de toda a natureza, poderá morrer prematuramente, sendo, portanto, considerado também um caso de suicídio indireto.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Suicídio: como o apoio emocional pode salvar uma vida
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos últimos 45 anos, a taxa de suicídio cresceu 60% no mundo. Isso significa que, a cada ano, um milhão de pessoas tiram a própria vida – uma taxa de mortalidade de 16 por 100 mil habitantes, ou o mesmo que uma morte a cada 40 segundos. A notícia fica ainda pior por conta da expectativa de que esse número dobre até 2020.
Segundo dados da OMS, ao longo da vida, 17,1% dos brasileiros “pensaram seriamente em por fim à vida”, 4,8% chegaram a elaborar um plano para tanto, e 2,8% efetivamente tentaram o suicídio.
O Brasil apresenta menos de 6,5 suicídios para cada 100 mil habitantes, um número considerado baixo quando comparado com os 13 suicídios por 100 mil habitantes dos países que mais cometem suicídio (a taxa de alguns países do leste europeu).
A média brasileira é de 25 suicídios por dia, número só inferior ao de mortes no trânsito e homicídios. Vale lembrar que o número real de suicídios pode ser bem maior, visto que muitas vezes estes casos são relatados como mortes acidentais.
Problema gritante
Esses dados assustadores vêm acompanhados de um pedido da OMS para que os governos tratem esse problema de forma urgente.
Se o número de suicídios é alto, o número de tentativas é 20 vezes maior: 5% da população mundial vai tentar tirar a própria vida pelo menos uma vez durante sua existência. Isso torna o suicídio a maior causa de mortes evitáveis no mundo, matando mais que os homicídios e as guerras (somados).
A situação também é mais comum em países mais pobres, que também são os países menos preparados para prevenir o suicídio. Isso não significa que não tenha gente engajada em melhorar a qualidade de vida dos suicidas.
Valorizar a vida
O CVV (Centro de Valorização da Vida), por exemplo, é uma das organizações não governamentais (ONG) mais antigas do Brasil. Essa instituição, fundada em 1962, se baseia essencialmente no trabalho voluntário de milhares de pessoas distribuídas por todas as regiões do Brasil.
Pode-se dizer que o CVV é uma ONG de sucesso. Seu trabalho é muito bem reconhecido. A entidade é associada ao Befrienders Worldwide, que congrega instituições de apoio emocional e prevenção do suicídio em todo o mundo, e em 2004 e 2005 fez parte do Grupo de Trabalho do Ministério da Saúde para definição da Estratégia Nacional para Prevenção do Suicídio.
A missão do CVV, como seu nome sugere, é valorizar a vida. Sua principal iniciativa é o Programa de Apoio Emocional realizado por telefone, chat, e-mail, VoIP, correspondência ou pessoalmente.
“Oferecemos apoio emocional, com o objetivo de valorizar a vida de todas as pessoas, prevenindo, assim, que estas pensem em tirar suas próprias vidas”, conta Adriana Rizzo, voluntária do CVV, que também faz parte da equipe de divulgação da ONG.
O atendimento é gratuito e funciona 24 horas na maioria das cidades em que há um posto CVV. As pessoas podem conversar sobre todos os assuntos que considerarem importantes pra elas.
Agora fica a pergunta: será que isso funciona? Será que entidades como o CVV são capazes de ajudar na luta contra o suicídio?
Os 2.200 voluntários e 73 postos de atendimento no Brasil todo, e os mais de um milhão de contatos por ano registrados nos últimos 6 anos provam que sim.
Como o serviço é anônimo, o CVV não tem identificador de chamada e os voluntários não pedem dados pessoais dos que buscam ajuda, é difícil colocar em números quantas vidas foram salvas pelo programa. Mas que muitas já foram, não há dúvida.
“Algumas pessoas que buscam nosso atendimento voltam a nos procurar para agradecer, mas isto não é esperado nem exigido por nós. Em época de fim de ano, elas nos procuram para agradecer e desejar um feliz natal, feliz ano novo”, diz Rizzo.
Laços sociais
No quê o programa da CVV se baseia? Rizzo explica que o trabalho da ONG é eficaz porque se baseia em uma necessidade humana básica, que é a de se comunicar. “Sabemos que quando alguém não se comunica com outras pessoas, não tem esta oportunidade, os acontecimentos do dia a dia vão se acumulando e por vezes isto pode levar ao isolamento, depressão e pensamentos suicidas”, afirma.
A voluntária acredita que conversando e compartilhando suas dores e alegrias, as pessoas se sentem compreendidas, melhores e mais leves para continuar a viver.
Esse “senso comum”, aliás, tem base científica. A ciência está cheia de exemplos de situações nas quais os laços sociais desempenharam um fator muito importante na saúde e bem-estar físico e mental das pessoas.
Por exemplo, um estudo mostrou que pessoas com círculo social limitado (poucos amigos íntimos) tornam ou veem seus problemas maiores do que realmente são. Outra pesquisa sugeriu que relações sociais são tão importantes para a saúde como outros fatores de risco comuns, como tabaco, exercício físico e obesidade.
Já outros tipos de estudo fizeram associações entre a família e amigos e como isso ajudou as pessoas a superarem problemas. O suporte de um amigo, por exemplo, pode ajudar alguém a perder peso. O apoio da família é capaz de ajudar uma adolescente anoréxica a se recuperar melhor e mais rapidamente. Uma família amorosa pode ser fundamental para o bom desenvolvimento cerebral de uma criança no início da vida, assim como ser sociável na infância leva a felicidade na vida adulta.
Esses são só alguns exemplos de como a comunicação, o apoio e os laços sociais são importantes para nos manter saudáveis. O CVV pode não estar fazendo ciência de propósito, mas com certeza está colaborando para a vida humana.
Voluntariando
Achou o serviço interessante? Gostaria de se voluntariar? Os voluntários da CVV são pessoas comuns, com mais de 18 anos, que não precisam ter nenhuma formação especial, apenas vontade de ajudar alguém.
Se quiser entrar para o programa, basta participar de um curso gratuito para seleção de voluntários que acontece em todos os postos de atendimento do Brasil, várias vezes ao ano. Veja os endereços dos postos.
Se você precisa de ajuda, escolha a forma de comunicação que mais lhe agrada e entre em contato com a ONG. Você será atendido por um voluntário com o maior respeito e anonimato. Eles não estão lá para lhe aconselhar ou julgar, mas sim para lhe ouvir.
Os voluntários são devidamente treinados para conversar com qualquer pessoa que procure ajuda e apoio emocional e guardarão estrito sigilo sobre tudo que for dito, independente do meio selecionado.
Quer mais informações? Acesse o site da CVV, ou siga a instituição no Facebook ou Twitter.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
“Quase Viúva” (*)
“Quase Viúva” (*)
http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2012/05/drogas-quase-viuva.html
“Os outros deram do que tinham em abundância: porém esta deu, com indulgência, do que lhe faria falta."
O Óbulo da Viuva
ESE, Cap XII, 5., Marcos, XII; Lucas XXI.
Fatores biológicos ou psicológicos podem impulsionar pré-adolescentes e jovens para a beira do precipício. No entanto, esses impulsos são liberados ou bloqueados através da influência social. O que dá legitimidade às interdições sociais são os laços afetivos familiares (1).
No fundo do precipício do suicídio há muito sofrimento, também para os que ficam. Parentes terão que perdoar e abundar em indulgência. Trabalhar pela prevenção é iniciativa feliz.
Carmélio Marques Lima atirou-se da ponte do Rio Itapecuru, Rosário, Maranhão, janeiro 1999, após o 4º dia ininterrupto usando álcool e outras drogas!
No dia, 29 de abril de 2012, Reinaldo Lima, o pai, foi fotografar nova paisagem na ponte para mudar o visual do seu Blog, criado, com lucidez, para fomentar a implantação da política: Educação Familiar, objetivando ser instrumento de prevenção ao uso e abuso de drogas. Como Reinaldo formulou a proposta?
Iniciou fazendo o estudo de Gottman, PhD. Inteligência Emocional e a arte de educar nossos filhos. RJ 10ª Ed., Editora Objetiva, 1.997. Pesquisa realizada em Illinois, USA, l986. (2)
Em seguida, o estudo de “Quem Ama Educa!” Içami Tiba, São Paulo, 83ª., Editora Gente, 2002, comparando-o com Gottman, PhD. Inteligência Emocional e a arte de educar nossos filhos. Depois, organizou um Seminário. Julho de 2004. A Arte de Educar Filhos. Com enfoques de Gottman, Tiba. Rappaport, Szkymanski, Zagury, Kaloustian entre outros. O evento contou com a participação de 36 profissionais da área de Educação.
Como esses ensinamentos poderiam chegar ao conhecimento popular?
Tópicos foram formulados para desenvolvimento, com auxílio oficial. A proposta sistematizada foi encaminhada ao governo estadual e federal, mas há frustração.
Tópicos: Família como Instituição; Responsabilidade Familiar; Relacionamento Conjugal; Psicologia da Infância; Adolescência e Busca da Identidade; Relacionamento Pais e Filhos; Cidadania e Cidadão; Qualidade Pessoal, Autoestima e Visão Empreendedora.
O que, enquanto espíritas, necessitamos enfatizar? O desenvolvimento da Inteligência Espiritual? Como fazê-lo?
Na Faculdade de Educação aprendemos: inteligência cognitiva(QI).Elaboramos conceitos, fazemos ciência, organizamos o mundo, solucionamos problemas objetivos. inteligência emocional (QE).“Capacidade de identificar sentimentos, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções internas e nos nossos relacionamentos."
O período infanto-juvenil é decisivo na vida das pessoas. É necessário, portanto, dar-lhes uma razão para viver, para que, mais tarde, não venham a apresentar um grande vazio interior. (1). Aí pensamos em “Educação e Valores”. Em inteligência espiritual (QS), aquela que incentiva a procura de um significado para a vida.(5)
Cientistas descrevem área nos lobos temporais ligada aos valores ético-morais. Aí nos lembramos do valor da capacidade de perdoar para a Psicoimunologia (3).
Capacidade de Perdoar. “Quantas vezes perdoarei o meu irmão? Não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.” Aí tendes um dos ensinos de Jesus que mais vos devem estimular a inteligência e mais alto falar ao coração. (4)
Como perdoar? Ele ficava na rua 3 dias. Subia o morro. Gastava todo dinheiro (dois filhos), bebia, cheirava.Voltava, sujo, triste e faminto. Cruzava a porta e meus sentimentos se misturavam. Alívio, por estar vivo (não estava viúva), e pena. A tristeza me dava sensação de fracasso e incapacidade.
Evangelho Segundo o Espiritismo (ensinos morais do Cristo), Cap X. Bem Aventurados os Misericordiosos
Perdoarás, sem limites, cada ofensa tantas vezes, quantas te for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que torna a criatura invulnerável ao ataque, aos maus procedimentos e às injúrias. (4)
O que fez a esposa quando ficou sabendo? Quando fiquei sabendo, a primeira coisa que fiz foi criticar e julgar. Brigava, chorava e depois perdoava. Passei longos anos assim. Eu o amava e tentava tirá-lo dessa vida. Dopava-me – calmantes - e entrava em profunda depressão. Aí aconteceu a terceira gravidez – nasceu uma menininha.
“Estudai e comentai estas palavras que vos dirijo da parte daquele que, do alto dos esplendores celestes, vos tem sempre sob as suas vistas e prossegue com amor na tarefa ingrata a que deu começo faz dezoito séculos.”(4)
O que aconteceu quando nasceu o segundo?
O segundo filho nasceu. Fiquei feliz e desorientado. Minha situação financeira era péssima. Saí da maternidade e fui ao morro procurar cocaína, para fugir da realidade e de mim mesmo.
Como perdoar? O mérito do perdão é proporcional à gravidade do mal. Nenhum merecimento teríeis em relevar os agravos dos vossos irmãos, desde que não passassem de ofensas leves, simples arranhões. (4)
Na Casa Espírita. Depois de mais um sumiço reapareceu triste e solitário, estendeu a mão e pediu ajuda. Mais uma vez acreditei. Encontrei ajuda. Misericórdia de Jesus. Meu esposo estava doente, precisava de apoio e compreensão.
Se vós vos dizeis espíritas, sede-o, pois. Olvidai o mal e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer. (4)
Dez Anos Depois. Hoje sou feliz. Fiz a minha parte. Apesar das críticas, não abandonei o barco. Agradeço pela força que ele teve ao se admitir um adicto e aceitar com humildade a ajuda oferecida.
Estes são depoimentos encontrados no livro Alcoolismo e Drogas. Caminhos de Esperança 1)
Podemos fazer um pouco mais, quando chegamos a um nível mais alto da inteligência espiritual.
Não olvideis que o verdadeiro perdão se reconhece pelos atos. Perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade. Mas, perdoar aos inimigos... é fazer algo mais. Paulo. (Lião,1861). Perdão das Ofensas. (4)
A inteligência espiritual e a Família. O afeto recebido é que torna crianças e jovens capazes de tolerar e se submeter às normas sociais e familiares, controlando seus impulsos, ao invés de por eles serem controlados. (1)
(*) Texto escrito para o Seminário sobre “Dependência Química e Espiritismo”. Cartaz em
http://visaoespiritabr.com.br/cura/seminario-dependencia-quimica-e-espiritismo
http://www.recantodasletras.com.br/mensagensdeamor/3652286
domingo, 30 de setembro de 2012
SUICÍDIO POR OBSESSÃO
(Revista Espírita, janeiro de 1869 - Variedades)
Lê-se no Droit:
“O Sr. Jean-Baptiste Sadoux, fabricante de canoas em Joinville-le-Pont, percebeu ontem um jovem que, depois de ter vagado durante algum tempo sobre a ponte, subiu no parapeito e se atirou ao Marne. Imediatamente ele foi em seu socorro e, ao cabo de sete minutos, retirou-o. Mas a asfixia já era completa e todas as tentativas para reanimar aquele infeliz foram infrutíferas.
“Uma carta encontrada com ele permitiu que fosse reconhecido como o Sr. Paul D..., de vinte e dois anos, residente na Rua Sedaine, em Paris. Essa carta, dirigida pelo suicida ao seu pai, era extremamente tocante. Ele pedia perdão por abandoná-lo e dizia que há dois anos era dominado por uma ideia terrível, por uma irresistível vontade de se destruir. Acrescentava que lhe parecia ouvir fora da vida uma voz que o cha mava sem descanso e, a despeito de todos os esforços, não podia impedir de ir para ela. Encontraram, também, no bolso do paletó, uma corda nova, na qual tinha sido feito um laço corredio. Depois do exame médico-legal, o corpo foi entregue à família.”
A obsessão aqui está bem evidente, e o que não está menos evidente é que o fato nada tem a ver com o Espiritismo, nova prova de que esse mal não é inerente à crença. Mas se o Espiritismo não tem nada a ver com este caso, só ele pode dar a sua explicação. Eis a instrução dada a respeito por um dos nossos Espíritos habituais, da qual ressalta que, malgrado o arrastamento a que o jovem cedeu para a sua infelicidade, ele não sucumbiu à fatalidade. Ele tinha o seu livre-arbítrio e, com mais vontade, poderia ter resistido. Se tivesse sido espírita, teria compreendido que a voz que o solicitava não poderia ser senão de um mau Espírito e as consequências terríveis de um instante de fraqueza.
(Paris, Grupo Desliens, 20 de dezembro de 1868 – Médium: Sr. Nivard)
A voz dizia: Vem! Vem! Mas teria sido ineficaz essa voz do tentador, se a ação direta do Espírito não se tivesse feito sentir. O pobre suicida era chamado e impelido. Por quê? Seu passado era a causa da situação dolorosa em que se achava. Ele apegava-se à vida e temia a morte. No entanto, nesse apelo incessante que ouvia, pergunto eu, ele encontrou força? Não, ele hauriu a fraqueza que o perdeu. Ele venceu os temores, porque esperava no fim encontrar do outro lado da vida o repouso que o lado de cá lhe negava. Ele se enganou, pois o repouso não veio. As trevas o cercam, a consciência lhe censura o ato de fraqueza e o Espírito que o arrastou gargalha ao seu redor e o criva de motejos constantes. O cego não o vê, mas escuta a voz que lhe repete: Vem! Vem! e que depois zomba de suas torturas.
A causa deste caso de obsessão está no passado, como acabo de dizer. O próprio obsesso r foi impelido ao suicídio por esse que ele acaba de empurrar para o abismo. Era sua mulher na existência anterior, e tinha sofrido consideravelmente com o deboche e as brutalidades de seu marido. Muito fraca para aceitar a situação que lhe era dada, com resignação e coragem, buscou na morte um refúgio contra os seus males. Ela vingou-se depois, sabeis como. Entretanto, o ato desse infeliz não era fatal. Ele tinha aceito os riscos da tentação; ela era necessária ao seu adiantamento, porque só ela poderia fazer desaparecer a mancha que havia conspurcado sua existência anterior. Ele tinha aceito os seus riscos, com a esperança de ser mais forte, e se havia enganado: sucumbiu. Recomeçará mais tarde? Resistirá? Dele dependerá.
Rogai a Deus por ele, a fim de que lhe dê a calma e a resignação de que tanto necessita, a coragem e a força para não falir nas provas que tiver de suportar mais tarde.
LOUIS NIVARD.
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sábado, 22 de setembro de 2012
Objetivos para viver
Objetivos para viver
Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo.
Assim, a vida que pulsa na intimidade de cada um de nós é convite de Deus para nos integrarmos a Ele, ao Universo, visto sermos dEle os filhos diletos.
E a busca por um sentido, por entender a vida com um significado especial, é a força propulsora para o progresso.
Todo aquele que encontra um objetivo para viver, sejam seus ideais, suas necessidades ou mesmo suas ambições, terá em sua vida um sentido maior.
Mesmo sob cruciais e pesadas tormentas, o objetivo a se alcançar será sempre a mola propulsora.
Afinal, quando se tem o porquê viver, a forma como se vive, até que se atinja o objetivo desejado, torna-se secundária.
Viktor Frankl, psiquiatra judeu, afirmou que somente venceu os suplícios dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial porque conseguiu encontrar um nobre objetivo para quando saísse de lá.
Ele tinha três razões para viver: sua fé, sua vocação e a esperança de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou não somente a vida, mas algo maior.
Assim, enquanto tantos resvalavam na fuga pelo suicídio, nos dias de confinamento, ele superou as dores físicas e morais, ao se apoiar nos objetivos que se propôs alcançar.
Thomas Alva Edison, após mais de dois mil experimentos, mantinha o mesmo ânimo na busca de soluções para a criação da lâmpada elétrica, impulsionado que estava pelo objetivo da descoberta e da criação.
Muitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se através do serviço ao próximo, da autodoação à comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuniário, reinventando razões e motivos para serem úteis, assim rompendo o refúgio sombrio da perda do sentido existencial.
Sem meta não se vive. Mas essa se trata sempre de um sentido pessoal, que ninguém pode oferecer e que é particular a cada qual.
Não por outra forma que, comumente, pessoas atuantes, vibrantes, quando perdem o objetivo pelo qual pautavam a vida, resvalam nos sombrios caminhos da depressão.
Assim, cabe a cada um de nós não se esquecer do significado maior da vida. Se os parâmetros externos modificam-se, se a vida se altera, é natural que nossos objetivos também sigam curso semelhante.
Porém, não esqueçamos que será sempre objetivo de todos nós a busca da construção íntima através do desenvolvimento intelectual e das conquistas morais.
Será a conjugação desses dois valores que proporcionarão bem-estar interior e plenitude.
Quem percebe a vida como uma oportunidade constante e inesgotável de progresso e conquistas, jamais deixará de possuir objetivos, pois terá como meta maior a construção da plenitude existencial na intimidade da alma.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 5, do livro Amor, imbatível amor, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Um milhão de pessoas morrem por suicídio no mundo ao ano
Um milhão de pessoas morrem por suicídio no mundo ao ano
Um milhão de pessoas morrem por suicídio no mundo ao ano, diz OMS
Relatório diz que uma pessoa se suicida a cada 40 segundos.
Organização Mundial de Saúde afirma que problema é grave.
Da France Presse
Um milhão de pessoas por ano se suicidam, uma quantidade maior que o total de vítimas de guerras e homicídios, um problema que se agrava, segundo o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) publicado em Genebra. O relatório foi elaborado para a décima edição do Dia Mundial de Prevenção de Suicídio que acontece na próxima segunda-feira (10).
A OMS destacou que as taxas de suicídio mais elevadas são a dos países do leste da Europa, como Lituânia ou Rússia, enquanto as mais baixas se situam na América Central e do Sul, em países como Peru, México, Brasil ou Colômbia. Estados Unidos, Europa e Ásia estão na metade da escala e não há estatísticas sobre o tema em muitos países africanos e do sudeste asiático.
"Uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos aproximadamente, ou seja, mais do que o número combinado das vítimas de guerras e homicídios", informou o relatório da Organização Mundial da Saúde.
Problema grave
O número de tentativas de suicídio ainda é muito grande, com 20 milhões de tentativas por ano. Segundo a OMS, 5% das pessoas no mundo fazem uma tentativa de suicídio pelo menos uma vez em sua vida.
O problema está se agravando e o suicídio "se transformou em um problema de saúde muito importante" para a OMS, informou nesta sexta-feira o doutor Shekhar Saxena, ao apresentar esse relatório à imprensa em Genebra.
"O suicídio é uma das grandes causas de morte no mundo e durante os últimos anos, sua taxa aumentou em 60% em alguns países", acrescentou. O suicídio é a segunda causa de morte no mundo entre os adolescentes de 15 a 19 anos, mas também alcança taxas elevadas entre pessoas mais velhas.
A OMS destaca que há três vezes mais suicídios entre homens do que entre mulheres, independente das faixas de idade e os países considerados. Por outro lado, há três vezes mais tentativas de suicídio entre as mulheres que entre os homens.
A disparidade entre as estatísticas é explicada pelo fato que os homens empregam métodos mais radicais que as mulheres para morrer.
Do Globo.com
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