Para quem pensa cometer um suicídio sem dor, alertamos que o suicida não o fará sem dor, muita dor.

domingo, 17 de outubro de 2010

Suicídio é um problema de saúde pública

 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, em média, quase três mil pessoas cometem suicídio diariamente no mundo. O ato já é um problema de saúde pública, de acordo com a OMS. No Brasil, uma pessoa a cada hora comete suicídio. Em Sergipe, de janeiro a agosto deste ano, 48 pessoas cometeram suicídio, divulgados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe. Ao contrário do que muita gente pensa, a solução não está em deixar de falar sobre o assunto. Para os especialistas, é possível prevenir o suicídio. O problema requer uma política de prevenção do comportamento suicida e tratamento para aqueles que tentaram o suicídio. 
O suicídio está entre as três maiores causas de morte de pessoas de 15 a 44 anos em alguns países, e a segunda maior causa de morte no grupo de 10 a 24 anos. Os jovens tornaram-se o grupo de maior risco, ainda que os grupos sociais que apresentam uma taxa de suicídio mais elevada sejam os mais velhos. “Os adultos dão pouca importância aos problemas do jovem e do adolescente. Acha que tudo é um mar de rosas na vida deles e na verdade não é. Na maioria das vezes falta compreensão por parte dos adultos”, avalia a psicóloga Maria Ilda de Araújo. Os dados divulgados pelo IML de Sergipe não revelam a faixa etária das pessoas que cometeram suicídio este ano em Sergipe.
A psicóloga Ilda de Araújo se mostra preocupada com a incidência de suicídio em Sergipe. “É um número muito grande”, afirma. Vale lembrar que as tentativas de suicídio são, de acordo com a OMS, 20 vezes mais frequentes do que o ato completo. Os maiores fatores de risco de suicídio são depressão, impulsividade e consumo excessivo de álcool. Para os especialistas, o suicídio envolve, na verdade, diversos fatores que vão desde psicológicos a sociais. Mas eles apostam na prevenção adequada e tratamento da depressão e do álcool, por exemplo, para reduzir os índices.