Para quem pensa cometer um suicídio sem dor, alertamos que o suicida não o fará sem dor, muita dor.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

SUICIDAS ANÔNIMOS





Talvez você não leia o que escrevo abaixo. No entanto, é relato VERDADEIRO. Os protagonistas fazem parte hoje do que poderíamos chamar de “SUICIDAS ANÔNIMOS”.

Após descobrirem que a morte do corpo não mata a vida desistiram do suicídio e ofereceram explicação.

Depois que li “Há um Século”, tornei-me membro desta “Irmandade”. Deixo convite para que se junte a nós. Somos muitos "anônimos".

Luiz Carlos D. Formiga

HÁ UM SÉCULO

“Paris – Numa fria manhã de abril de 1860, Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, estava exausto. Apesar da consolidação da Sociedade Espírita de Paris e da promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os espíritos superiores lhe haviam confiado. A pressão aumentava, cartas sarcásticas chegavam.

Quando se mostrava mais desalentado, a esposa, Madame Rivail, entrega-lhe uma encomenda. O professor abre o embrulho e encontra uma carta de um encadernador de livros. E lê: “Sr. Allan Kardec, com a minha gratidão remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua historia, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da humanidade, pois tenho fortes razões para isso”. O autor da carta relatava que, desesperado após a morte de sua esposa, planejou suicidar-se. Certa madrugada, buscou uma ponte. Ao fixar a mão direita para atirar-se às águas, tocou um objeto que se deslocou da amurada, caindo-lhe aos pés. Surpreendido, viu um livro. Procurando a luz de um poste, leu: “Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. – A. Laurent”.

O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos”, ricamente encadernado. Na página do frontispício, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra: “Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. Joseph Perrier.” Após a leitura, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro. Aconchegando o livro ao peito, raciocinava, em radiosa esperança: “Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas.” O mundo necessitava de renovação e consolo.

Allan Kardec levantou-se, abriu a janela à sua frente, respirou profundamente, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima. (…)”

Compulsado da mensagem “Há um século”, ditada pelo espírito Hilário Silva, do livro “O Espírito da Verdade” | Federação Espírita Brasileira | 1961 | Psicografia de Francisco Cândido Xavier | Enviado por João Cabral – Presidente da ADE-Sergipe
03/10/2009